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Oferta de vagas em Educação de Jovens e Adultos cresce 18% em Alagoas

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Em cinco anos, a oferta de vagas na Educação de Jovens e Adultos cresceu 18% em Alagoas, segundo dados do Censo Escolar realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Mas continuar os estudos ainda é desafio segundo especialistas.

As vagas de EJA passaram de 25.693 em 2013 para 30.372 em 2017, de acordo com o Inep. A oferta é dividida entre nível Fundamental e Médio.

Na avaliação da coordenadora do Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos, Abdízia Barros a continuidade dos estudos do público assistido pela modalidade é uma preocupação.

“Jovens e adultos tem uma especificidade muito grande, principalmente na questão de oferta de vagas, aumenta, mas o grande problema é a permanência. Porque a entrada acontece, mas o que me preocupa enquanto professora, cidadã e coordenadora do Fórum é a continuidade desses alunos”, ressalta Barros.

Ainda segundo a coordenadora, os alunos de EJA possuem uma particularidade: ou trabalham ou já abandonaram os estudos. Portanto, segundo a professora, vários outros pontos devem ser levados em consideração, como os horários em que as aulas são ofertadas.

“Veja, há uma cultura de que Jovens e Adultos só pode ser ofertado a noite. E não é assim. Eu gostaria muito de ver um dia esse ensino sendo ofertado manhã tarde e noite, porque esse aluno é um sujeito trabalhador, na maioria dos casos e essa oferta serve se ele trabalhar de dia. Mas se ele trabalhar a noite, como vai frequentar a escola? Deveria haver outra oferta e não tem. O entendimento é que só pode ser a noite, mas eu entendo diferente. Para mim é outro problema nessa questão”.

A partir dos 15 anos cursando o ensino fundamental regular o aluno já é considerado apto a ir ao Ensino de Jovens e Adultos. Para Abdízia, a experiência de vida dos alunos exige um formato mais dinâmico de estudos e que contemple várias áreas do saber além do ensino profissionalizante.

“Devemos rever essa oferta da escolarização, é preciso criar um novo modelo de oferta curricular para Jovens e Adultos. Temos um formato muito ‘disciplinarizado’ e ‘conteudista’. O aluno já tem uma experiência pessoal  e profissional então não basta a possibilidade de um currículo disciplinar. O ideal seria uma oferta voltada a perspectiva do trabalho e temos poucas iniciativas destas no Brasil. Hoje uma sala de EJA você se surpreende, não são apenas adultos ou idosos, mas tem muito adolescente, e isso é preocupante no contexto de violência que a gente tem, não que durante o dia não tenha violência, mas durante a noite a condição de acompanhamento dos pais, da escola é muito menor”, reforça.

 

Seduc reconhece dificuldade e diz que problema é comum no Brasil

 

O superintendente de política educacional da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Ricardo Lisboa reconhece as dificuldades enfrentadas pela EJA em Alagoas, mas afirma que essa problemática é comum em todo país, mas que há um planejamento em curso afim de dinamizar o ensino.

“A EJA é um desafio para todo o Brasil, não só em Alagoas é um espaço insatisfatório porque esse aluno tem outras ocupações, então essa EJA hoje acaba sendo tratada como ensino regular e não atende especificidades. No entanto a gente está com perspectiva de um novo projeto de uma EJA modular. A gente já começou algumas ações que possam motivar, tentou fazer essa articulação com a educação profissional como no Cepa, no Geraldo Melo e em Pão de Açúcar. Isso é uma tentativa de tornar a EJA mais motivadora, um espaço melhor para esse aluno que já abandonou a escola uma vez e agora abandona novamente  caso não seja algo atrativo”, aponta.

Segundo a Seduc, ações como a oferta de vagas semestralmente e a disponibilidade de cursos profissionalizantes visam o melhor aproveitamento dos alunos.

“Essa semana teve aula inaugural de cursos do Pronatec para alunos do EJA foram 145 vagas para seis escolas em Maceió e uma em Pão de Açúcar. Cursos como operador de câmera, locutor, contrarregra, fotógrafo em Maceió e uma em Pão de Açúcar. Além disso, existe o semestre letivo, justamente dentro dessa característica do aluno do EJA que precisa trabalhar, para evitar essa evasão que se repete muito a EJA é ofertado em semestres letivos ao contrário do ensino regular”, garante o órgão por meio de assessoria de comunicação.

Fonte: Tribuna Independente


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