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Só a Justiça pode salvar o Hospital Hélvio Auto da morte

O senador Cristovam Buarque, com muita lucidez, sempre afirmou que a educação pública no Brasil só funcionaria com qualidade quando a classe média a utilizasse como principal alternativa.

Eis uma analogia que pode ser feita com o Hospital Escola Helvio Auto.

Apesar de ser uma referência nacional para o tratamento de doenças infectocontagiosas, formando gerações – cada vez menores – de especialistas respeitados em todo o país (obra também do Dr. Helvio), o HEHA vem sendo tratado ao longo dos anos com desprezo pela elite dirigente do Estado.

Agora, mais do que nunca, o hospital, que é ligado à Uncisal, vive uma crise que pode levá-lo a fechar as portas.

Voltemos ao senador Cristovam Buarque.

O Hospital Helvio Auto foi perdendo importância porque trata doenças que atingem, principalmente, os pobres.

Além de ser uma visão estúpida e, ela sim, pobre, o quase fechamento do HEHA é uma tragédia, principalmente nesses tempos em que patologias como o sarampo, por exemplo, ganham notoriedade e letalidade mais uma vez.

Lembremos: o Helvio Auto funciona, há alguns anos, com quarenta leitos a menos do que poderia. Faltam por lá materiais básicos como luvas, álcool e coisas tão simples que haverão de envergonhar os profissionais que o mantêm vivo e não recebem devidamente os seus salários (os terceirizados estão com seis meses de atraso).

A Justiça, provocada, já veio em socorro do Hospital Helvio Auto, este ano. Mas é preciso ser mais duro e cobrar do governo um tratamento decente a uma unidade de Saúde Pública que prescinde da terapia do cimento na veia.

 

 

BLOG DO RICARDO MOTA


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