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Alagoas registra 1.800 casos de desaparecidos

Mais de 1.800 pessoas foram dadas como desaparecidas em Alagoas nos últimos cinco anos. A informação é da promotora e coordenadora do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), Marluce Falcão.

“Nós temos hoje um passivo de 1.800 pessoas desaparecidas em Alagoas nos últimos cinco anos e isso é importante que seja divulgado porque as famílias aguardam uma resposta do estado… A procura por desaparecidos deve ser uma política de estado, estas pessoas não podem fazer parte apenas de estatísticas”, disse a promotora.

Neste sentido, o Ministério Público convocou os órgãos de comunicação para participar de uma reunião nesta segunda-feira (22). A intenção, segundo a promotora, foi estreitar as relações com segmentos que contribuem de forma direta para a localização de desaparecidos.

“Nós estamos hoje [segunda-feira] reunidos com os profissionais da imprensa porque sabemos que a divulgação da imagem da pessoa desaparecida é muito importante para que possamos conseguir êxito principalmente quando se trata de criança e adolescente. É importante que nós tenhamos um estreitamento de comunicação com esses órgãos porque na busca imediata nós não podemos perder tempo. E hoje [segunda], nós estabelecemos um protocolo de ação com a imprensa porque é uma ferramenta de extrema importância. Só que essa parceria estava sendo feita de uma maneira informal e um pouco desorganizada. Nós queremos aqui que todos os órgãos de imprensa possam estar próximos do MP para que quando acontecer o caso nós passaríamos por uma lista estratégica dos órgãos após uma triagem, uma checagem de informações porque existem muitas notícias de desaparecimento falsas, infelizmente, então depois que o MP fizer toda a triagem”.

De acordo com Marluce Falcão que é também coordenadora do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid/AL) há um esforço conjunto para que se chegue a um número real, porque em alguns casos, as pessoas já foram localizadas, mas não há a comunicação da família.

“Na verdade nós estamos com as informações e nós vamos em busca deles. A dinâmica nossa agora é cada caso que está sendo apresentado através desse passivo. Nós estamos analisando cada caso e dando prioridade a crianças e adolescentes. Nós estamos em contato com as famílias, sabendo se já foram encontradas ou não e aquelas famílias que ainda estiverem com suas crianças e adolescentes desaparecidos nós vamos iniciar o processo de busca. Por isso, a importância da visualização da imagem dessa criança desaparecida, buscar com a Polícia Federal  uma reestruturação do rosto, caso esteja desaparecida há muito tempo. Ou seja, nós estamos movimentando todos os meios possíveis, tanto com a sociedade civil organizada, como com os órgão públicos para essa interação. Quanto mais gente neste processo, mais sucesso a gente vai ter”, esclarece.

AÇÕES

O sistema citado pela promotora é o Plid, um banco de dados criado para uniformizar as estatísticas e informações disponíveis sobre os desaparecidos, a ferramenta foi disponibilizada desde o início do ano em todo os estado da federação. Foi por meio do Plid, que o MPE/AL fez  buscas ativas na semana passada que ajudaram a localizar a adolescente G.S.D., de 14 anos, que sumiu na última terça-feira (16) no bairro do Jacintinho em Maceió.

Segundo a promotora, uma rede estratégica envolvendo diversos segmentos de atuação têm sido estruturada no sentido de acelerar a procura pelos desaparecidos.

“Desde a sua implantação, o Plid vem sendo estruturado através destas parcerias. A partir de então todos os casos que chegam já estão sendo registrados no Sinalid, passam ao conhecimento nacional, em todo o sistema, e principalmente a busca imediata em parceira com vários órgãos públicos, justamente com os conselhos tutelares, órgãos de abrigamento e a Polícia Civil, que já vem se estruturando e criando um grupo no próprio âmbito para que possamos dar uma resposta rápida ao desaparecimento”, pontuou.

Em caso de desaparecimento, a orientação é procurar uma delegacia mais próxima e registrar o Boletim de Ocorrência (B.O.).

“O primeiro passo é fazer o boletim de ocorrência em qualquer delegacia. De posse do boletim de ocorrência pode se dirigir até o Ministério Público, no Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, que fica na Avenida Fernandes Lima, em frente ao Tribunal de Contas, para o atendimento desta família. Aqui eles serão orientados para que se inicie a busca imediata em se tratando de criança e adolescente. Em se tratando de adultos a Polícia Civil será comunicada para fazer buscas se for necessário até em outros estados”, explicou Falcão.

 

Fonte: Tribuna Independente


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