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Bebê é encontrado em saco de lixo e vai para internação do Hospital Universitário de SP

Um bebê foi encontrado em um saco de lixo no Bairro Rio Pequeno, na Zona Oeste de São Paulo, na noite de 30 de junho. A criança foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Universitário, na Cidade Universitária, onde permanecia até esta terça-feira (18), sem previsão de alta.

A criança, uma menina, estava dentro de um saco de lixo sobre a calçada da Avenida Sebastião Eugênio de Camargo. Uma moradora, que prefere não ser identificada, disse que encontrou o bebê quando chegava em casa e chamou a polícia. “A gente se assusta com uma pessoa, uma mãe, que faz algo assim.”

De acordo com relatos de policiais militares, a médica que atendeu a bebê no Hospital Universitário informou que a criança havia nascido poucas horas antes do momento em que foi abandonada. Foi necessário o corte do cordão umbilical.

A bebê nasceu com 35 semanas e 1.860 gramas de peso. Ela passou por exames, foi medicada com antibióticos e não foi detectada com infecções. Após o quadro de saúde ficar estável, ela foi transferida para cuidados intermediários neonatais. A equipe de médicos e enfermeiros chama a bebê, preliminarmente, de Cecília.

Tanto a polícia como a equipe médica tentaram identificar a família da recém-nascida, sem sucesso. A Vara da Infância e da Juventude de Pinheiros foi acionada e a Defensoria Pública.

Adoção é prevista no ECA

Para Gledson Silva Deziatto, conselheiro tutelar do Rio Pequeno/Raposo Tavares, a legislação permite que mães sem condições de criar os filhos recém-nascidos possam avisar o hospital e fazer isso de maneira adequada, evitando, por exemplo, que a criança seja abandonada no lixo.

“Muitas mães que têm o desejo de entregar o filho na hora do parto não sabem sobre seus direitos. Por medo de represálias e de exclusão da sociedade preferem deixar os bebês na porta de casas ou em saco de lixos”, disse Deziatto.

Segundo ele, “essa questão sobre direitos poucas mulheres sabem". "É trabalhado na orientação e conscientização durante o pré-natal que a equipe médica e social da maternidade percebe que não há vínculo afetivo e suporte familiar. Caberia à equipe ao perceber ou suspeitar encaminhar para os órgãos competentes, tendo inclusive assegurado o direito de mudar de ideia durante o processo de adoção.”

Deziatto afirmou ainda que “ gestante deve procurar a unidade judiciária e receber atendimento multidisciplinar que deve auxiliá-la no processo de decisão acerca da entrega do filho para adoção. A gestante não deve ser coagida, pela unidade judiciária, a entregar a criança ou a ficar com ela”.

 
G1.COM


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