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Diretor do IML classifica como 'desumana' escala de médicos legista

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São nove médicos que trabalham atualmente no Instituto

   



Gazetaweb




Para o diretor do Instituto Médico Legal de Alagoas, Luiz Mansur, a atual escala de serviço ofertada aos médicos legista é desumana e, por isso, urge a necessidade da realização de concursos públicos que supram as carências da classe. Atualmente, trabalhando em regime de Plantão, o IML dispõe apenas de 9 profissionais para trabalhar durante todo o mês e, nos últimos dias, um dos médicos legista foi afastado por ter sido diagnosticado com câncer. Mansur fez o alerta na tarde desta quinta-feira (24) durante o programa Verdade e Informação, da TV Mar, apresentado pelo jornalista Jeferson Morais.

Na entrevista, Mansur traçou um paralelo com a realidade do IML de Pernambuco, onde diariamente mais de 10 médicos legista trabalham em regime de plantão. O diretor alerta para necessidade de mais profissionais no Instituto alagoano, mas reconheceu alguns avanços nos últimos meses, principalmente após oferta de apoio do Governo Federal no Programa Brasil Mais Seguro. “Por muito anos, os médico legista não tiveram o apoio necessário. Finalmente, nos últimos meses, essa realidade começou mudar. O governo federal, por meio Senasp [Secretaria Nacional de Segurança Publica], ajudou na reforma de estrutura que hoje oferta melhores condições de trabalho para os legistas. A escala dos médicos hoje é desumana e o concurso público é a solução para amenizar essa situação histórica. Fica muito complicado atender adequadamente as demandas, mas os meus colegas fazem o possível”, explicou.

Devido a falta de profissionais e a escala apertada os médicos legista – segundo Mansur – não conseguem realizar todos os exames e laudos necessários para conclusão dos inquéritos policias que investigam crimes contra vida. “Havendo mais médicos o processo de conclusão de laudos será, naturalmente, menos demorado. Hoje, existe uma grande demanda para o atual quadro de profissionais, muitas vezes os médicos levam os dados para casa para tentar concluir os laudos. Para reverter esse cenário, o concurso e inauguração da nova sede do IML devem resolver no primeiro momento. Vamos aguardar”, colocou o diretor.

À oportunidade, o diretor comentou também a polêmica que envolve os médicos militares lotados no IML em cumprimento a determinação da Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg). “Toda e qualquer ajuda ofertada ao IML é importante e os militares exercem seu papel. Por alguns momentos, tivemos alguns problemas, mas agora a situação está sob controle. Eles podem realizar exames, excerto laudos sobre causa morte. Qualquer médico formado pode constatar lesões no corpo”, expôs.


Ivaldo José Fragoso Ribeiro
Diretor Administrativo e Comercial
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Antônio Guimarães
Jornalista Responsável

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