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Infestação do mosquito que transmite dengue é alta em bairros de Maceió

Apesar da drástica redução dos casos notificados de dengue em Maceió (de 5.747 em 2016 para 636 em 2017), a incidência da doença ainda é muito alta na Levada, com índice de 360 casos para cada 100 mil habitantes. O volume é 36% superior aos 229/100 mil registrados no centro da capital. O Bom Parto figurou na terceira posição, com 218 casos/100 mil. Os números constam do mais recente boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

"O índice de infestação na Levada é muito alto, mas não tão alto quanto na Ponta Verde. A diferença é que a transmissão ocorre com mais frequência, por exemplo, por causa do grande número de imóveis e por problemas relacionados à questão do saneamento básico", explica Carmen Samico, gerente do controle de doenças transmitidas por vetores da Secretaria de Saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, dengue é todo caso que apresente febre associada a náuseas, vômitos, cefaleia ou dor retro-orbital, por exemplo. Nesses casos, o paciente deve procurar uma unidade básica de saúde. Se houver vômito ou dores contínuas, a alternativa é buscar auxílio especializado em unidades 24 horas, UPAs, minipronto-socorros e hospitais.

De acordo com Carmen Samico, a população da capital está mais consciente em relação aos malefícios da dengue, mas nem sempre adota providências para evitar a proliferação dos focos de transmissão da doença. "Muitos dos focos poderiam não existir caso a população tomasse providências simples e não deixasse água parada em reservatórios nas suas residências", orientou.

Em recente levantamento, constatou-se que havia a presença do mosquito em 0,9% de 16.077 imóveis nos seis distritos sanitários visitados por agentes de endemias. O bairro da Ponta Verde, no primeiro, apresentou índice de 12% e o Pontal da Barra, no segundo, 1,4%. Jardim Petrópolis, no terceiro distrito, teve índice de 2,27%, e Chã da Jaqueira, quarto distrito, índice de 1,25%. O Jacintinho (quinto) e o Benedito Bentes (sexto) apresentaram índices de 0,92% e 0,34%, respectivamente.

Para a atual coordenadora-geral de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Júlia Oliveira, a explicação para o baixo número de pessoas com dengue na Ponta Verde, onde é elevado o índice de infestação predial, pode estar no fato de muitos dos moradores procurarem clínicas particulares para se tratar.

A coordenadora reforça que, em 2017, apenas um óbito por causa da dengue foi confirmado na capital. "No ano anterior, foram cinco mortes", pontuou.

Como forma de contribuir para a erradicação do mosquito, são 460 os agentes de endemias em atividade na capital. O número, reconhece a gerente de controle de vetores, não é suficiente.

"Precisaria ser complementado, para que pudéssemos ir a todos os imóveis a cada dois meses", avaliou Carmen Samico.

 

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