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Vinte anos após tiro, Gerson Brenner não desiste de viver: 'Guerreiro'

Há exatos 20 anos, no dia 17 de agosto de 1998, Gerson Brener não imaginava que o seu futuro seria interrompido naquela data. A violência na Rodovia Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, assassinou o sonho do artista de seguir carreira como ator. Ele foi baleado na cabeça durante uma tentativa de assalto, a caminho da capital fluminense, onde gravaria cenas de "Corpo Dourado".

Como a bala atingiu o hemisfério esquerdo do cérebro e ficou alojada na altura da nuca, as áreas responsáveis pela locomoção e fala foram comprometidas. Até hoje, em uma cadeira de rodas, Brenner tem dificuldades para se expressar e, desde então, as cortinas se fecharam na vida artística dele.

No ano 2000, Gerson conheceu a psicóloga Marta Mendonça, com quem mantém um relacionamento. O cuidado com o amado é diário. Sem falar com o apoio de dois cuidadores, um fisioterapeuta e uma fonoaudióloga. “Foi um encontro realizado por Deus”, desabafa Marta, em entrevista ao G1.

Lidando com as dificuldades

"Bonito", como a companheira de Gerson o chama, o ex-ator se expressa como pode. "Timão" e "Cássio", ídolo dele no Corinthians, são as duas palavras que são esboçadas por ele, mesmo Marta insistindo para que Brenner fale mais. Ocupado com sessões de fisioterapia e fonoaudiologia, para impulsionar a fala e movimentos, o galã de "Corpo Dourado" se divide entre dar amor aos seus seis cachorros e assistir à televisão, o maior hobby dele.

De acordo com Marta, foram várias etapas de recuperação, da evolução à regressão. “É muito difícil, mas ele superou todas as internações e surpreendeu até os médicos. Gerson é um guerreiro e tem muita, muita vontade de viver", afirmou. No total, 13 anos depois do acidente, foram 12 convulsões.

Com fala e mobilidade reduzidas, Gerson passa seus dias entre sessões de fisioterapia e fonoaudiologia. Nas horas vagas gosta de ficar com os cachorros (eles têm 6!) e os dois papagaios, que cantam o hino do Corinthians. Mas o maior hobby do ex-ator é assistir à televisão.

Amor por câmeras e fãs

"Ele adora passear e ama quando as pessoas param e tiram foto com ele. Quando não o reconhecem, ele estranha”, contou Marta. Ela ainda ressaltou que, apesar do que aconteceu, a vaidade não foi embora. “Ele é muito vaidoso, vaidoso como pessoa, vaidoso profissionalmente”, revelou Marta. Sobre os troféus na estante, Gerson não cansa de venerá-los. "Aquilo ali é a paixão dele, é cada troféu que ele ganhou na carreira dele. A gente acaba deixando visível porque faz muito bem a ele”, disse.

Passado e futuro

O crime que quase tirou a vida de Brenner não é um assunto falado dentro de casa. O acusado de atirar no ex-ator, Luzimar dos Santos, foi preso, mais uma vez, em março deste ano. “Eu tento me afastar disso tudo porque acho que gente tem de buscar o que dá qualidade de vida para o Gerson e esse tipo de assunto... O pessoal acabou procurando a gente, mas eu preferi não falar nada porque não faz mal a ele. A prioridade hoje é Gerson, então o que fizer bem a ele vamos fazer”, diz ela, olhando para Gerson, que se emocionou.

 

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