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Collor reitera candidatura à Presidência da República

O senador – e ex-presidente da República – Fernando Collor (PTC) discursou nesta terça-feira (6) no Senado para anunciar nacionalmente sua pré-candidatura à Presidência da República em outubro deste ano.

Na ocasião, o parlamentar alagoano relembrou momentos de sua passagem pelo Planalto, afirmou que o país “clama por estabilidade”.

“Requer ainda, no plano econômico, mais credibilidade, mais previsibilidade e mais segurança jurídica. Por tudo isso, submeto ao julgamento isento, maduro e democrático da população brasileira, a minha pré-candidatura à Presidência da República”, discursa Fernando Collor.

Ele criticou extremismos na política nacional, sem fazer nenhuma referência específica, e defendeu a construção de um campo político, de centro.

“Vivemos tempos de extremismos e pós-verdades, de bravatas e radicalismos e, pior, de intolerâncias e confrontos de argumentos ideologicamente vazios. Não podemos mais nos iludir. Precisamos de moderação, de equilíbrio, de maturidade, de um caminho que ainda não se abriu e que aponta para um centro democrático progressista e liberal capaz de promover as mudanças demandadas pelo povo brasileiro”, afirma.

Fernando Collor defende que esse novo centro político promova a interação entre o setor público e o privado. Segundo ele, este é o “apelo e a esperança” da maior parte da população brasileira.

“Um centro democrático que não mais se prenda ideologicamente a meros rótulos da esquerda ou da direita. Um centro que promova a interação entre o setor público e o setor privado, que é um mandamento do Estado Moderno. Mas também, um centro que saiba atribuir a cada ente a sua específica competência. Ou seja, ao Estado, o que é do Estado; ao mercado, o que é do mercado. É este o apelo e a esperança da grande maioria da população brasileira”, argumenta.

Senador cita preencher “vácuo político”

Segundo Fernando Collor sua candidatura preenche vácuo político. Essa afirmação se dá diante de sua análise da conjuntura nacional.

“Daí a expectativa de uma candidatura que, de fato, preencha este vácuo político. Uma candidatura que possua a comprovada capacidade de execução de um programa definitivo, sob o ideário liberal no plano econômico, democrático no plano político, inclusivo no plano social, sustentável no plano ambiental e, por fim, o ideário da integração e da soberania no plano internacional”, afirma o senador.

Fernando Collor ainda ressaltou sua passagem pela Presidência da República, quando foi eleito em 1989 e deposto em 1992, além dos mandatos como prefeito de Maceió e governador de Alagoas, entre as décadas de 1970 e 1980.

“Minha postulação de retornar ao Palácio do Planalto possui o suporte da experiência executiva nos cargos de prefeito, governador e presidente da República, bem como a experiência parlamentar, indispensável ao exercício político em nosso presidencialismo, adquirida nos mandatos de deputado federal e, nos últimos 12 anos, de senador da República, eleito em 2006 e reeleito em 2014”, diz.

De acordo com ele, o país precisa de uma liderança política para se espelhar e um gestor que consiga dialogar com amplos setores.

“Um gestor que conjugue o perfil executivo com o contorno legislativo. Uma liderança que consiga fazer a sociedade nela se espelhar por meio da atitude, da determinação, da confiança e que coloque o interesse público acima da vontade particular. Ou seja, uma liderança que faça renascer a esperança e o otimismo de um país”, afirma Fernando Collor.

O senador afirmou ainda que o país está num clima de incerteza.

“Daí que a razão precisa conquistar terreno, avançar sobre a versão, sobre a especulação, …sobre a emoção”, diz.

 

 

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

 


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Antônio Guimarães
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