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Rui Palmeira bateu o martelo...na cabeça dos aliados

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), definiu o seu o futuro político: segue no comando da prefeitura e não disputará as eleições desse ano. Era uma decisão que só cabia ao próprio Rui Palmeira. Era ele quem deveria avaliar os pros e contras diante da posição que ocupava.

Logo, do ponto de vista de que se tratou de uma decisão individual, ainda que não tão solitária, difícil falar sobre se foi acertada ou não. A questão é avaliar as consequências...

E aí, a decisão de Rui Palmeira tem consequências políticas. Uma delas (e talvez a mais visível) é que a eleição caiu praticamente no colo do atual governador Renan Filho (MDB). Se o chefe do Executivo estadual já ocupava as primeiras posições nas pesquisas de intenções de voto, agora o emedebista deve estar com o sorriso fácil pelos corredores do Palácio República dos Palmares. Aquele que era tido como seu rival está fora do jogo.

A decisão de Rui Palmeira também beneficia o senador alagoano Renan Calheiros (MDB). Com o Palácio República dos Palmares se preparando para uma eleição mais tranquila, grande parte das forças podem ser direcionadas ao pleito de “Renan pai”.

É válido lembrar que são duas vagas. A eleição de Calheiros começa se desenhar como mais provável a partir de agora por também outro motivo: é difícil um grupo político se estabelecer em um processo eleitoral sem a referência de uma “cabeça de chapa”.

E nesse sentido – de se ter uma cabeça de chapa – o “bater de martelo” de Rui Palmeira foi uma pancada na cabeça dos aliados, que não possuem plano B. Todos estavam contando com a decisão do tucano ser candidato ao governo de Alagoas. Ela não veio.

Isso atordoa de imediato quem estava pensando em disputar o Senado Federal, como o ministro do Transporte, Mauricio Quintella Lessa (PR), e até o próprio senador Bendito de Lira (PP).

Nas proporcionais, outros partidos também terão que repensar caminhos, como o PROS do deputado estadual Bruno Toledo. É inegável que o bloco dos aliados fica fragilizado. Os próximos dia serão de arrumação...

Rui Palmeira é a segunda importante “desistência” no pleito por parte dos tucanos. A primeira foi o ex-governador Teotonio Vilela Filho que abriu mão da candidatura ao Senado Federal. Isto traz impactos também para o PSDB. O partido deve sair do pleito diminuído, depois de ter um bom desempenho em 2016, mesmo não sendo a sigla que ocupava o Palácio República dos Palmares. O PSDB, naquele ano, ganhou prefeituras importantes – incluindo Maceió – e impôs derrotas ao governador Renan Filho.

 Porém, entra agora em um processo eleitoral esvaziado de suas próprias lideranças. O único nome de peso do PSDB nesse processo eleitoral é Rodrigo Cunha, que deve concorrer a uma vaga da Câmara de Deputados. Os demais são políticos que seguem uma linha tradicional em relação à matemática eleitoral. Os tucanos assumem uma condição de “nanicos”.

É uma consequência indireta da decisão de Rui Palmeira...e o futuro agora passa a ser incerto sobre as próximas eleições para Palmeira, pois ao fim do mandato, terá dois anos sem cargo eletivo pela frente e com a possibilidade da oposição ser voz de comando.

Agora, apesar dos nossos políticos não serem os melhores quadros, a decisão de Rui Palmeira também é ruim para a democracia alagoana. Não há um processo democrático de fato, quando não há sequer candidatos. Quando tudo se desenha de uma forma a concentrar poder nas mãos de um único grupo político, que é o dos Calheiros. Queiramos ou não, perde-se o poder de decisão, já que tudo passa a ser montado previamente no xadrez que posteriormente é só legitimado pelas urnas.

Tenho inúmera críticas a Rui Palmeira. Vejo a administração como medíocre e com erros de posição escabrosos em alguns casos polêmicos (que já comentei aqui). Todavia, lamento a inexistência de vias em uma democracia indireta. Ao que tudo indica, a eleição de Alagoas pode ser assim...

 

CADA MINUTO


Ivaldo José Fragoso Ribeiro
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Antônio Guimarães
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