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Calheiros pretende pressionar o Legislativo por reforma política e projeto de abuso de autoridade

O reeleito senador Renan Calheiros (MDB), que pretende retornar ao cargo de presidente do Senado Federal, vai se engajar na campanha do presidenciável Fernando Haddad (PT), em Alagoas.

Não é surpresa, nem novidade.

No entanto, Calheiros parece querer comprar – no Senado – todas as teses petistas.

Em Alagoas, no período eleitoral, se reuniu com o condenado do mensalão e do petrolão, Zé Dirceu. Além disso, a eleição de Haddad garantirá mais poderes a Renan Calheiros em Brasília (DF) do que um eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Na pauta de Renan Calheiros estará, mais uma vez, a reforma política. O senador emedebista já disse com todas as letras que o atual “sistema caducou”. Nisso ele tem razão. Todavia, resta saber qual a proposta de Calheiros em detalhes, pois nada é tão ruim que não possa piorar no sentido de privilegiar ainda mais os caciques.

Afinal, em muitas regiões as urnas mandaram um recado para os “todos poderosos” da política.

E ao falar em reforma política, Calheiros falou de “constituinte específica” para o tema. Isso é um perigo! Não há constituinte específica para um tema. Convocar uma constituinte éno  promover uma ruptura constitucional onde tudo pode ser mudado em cláusulas pétreas.

Renan Calheiros não para por aí. Reeleito e sem ter que confrontar novamente as urnas, vai voltar a pressionar a Câmara pela votação do projeto de abuso e autoridade, mirando especialmente no Ministério Público Federal e no Judiciário.

O senador alagoano voltará à Brasília com o mesmo perfil: o enxadrista habilidoso que, dentre outras coisas, soube ajudar a rasgar a Constituição Federal para garantir os direitos políticos de Dilma Rousseff (PT). 

 

CADA MINUTO


Ivaldo José Fragoso Ribeiro
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Antônio Guimarães
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