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ALE pagou R$ 2,6 mi a servidores na véspera das eleições

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Investigações apontam para assessores de deputados





Davi Soares / Gazeta de Alagoas





Um dos desafios do Ministério Público Estadual (MP) nas investigações sobre as movimentações financeiras e a folha de pagamento da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) diz respeito ao destino de valores pagos além do teto constitucional a servidores da Casa de Tavares Bastos. Mas o acesso aos extratos da conta obtidos pelo deputado João Henrique Caldas (SDD) já tornou possível a comprovação de indícios de crimes eleitorais cometidos na véspera das eleições municipais de 3 de outubro de 2012, por meio do repasse de cerca de R$ 2,6 milhões a servidores.

O que chamou a atenção do grupo de 15 promotores envolvidos na investigação e do procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, foi a quantidade de recursos da Assembleia depositados entre o dia 20 de setembro e o dia 2 de outubro de 2012, em folhas suplementares.

Tais pagamentos extras tornaram possível um grupo distinto de 16 assessores de um único deputado receber mais de R$ 200 mil em recursos. Foram recursos além de seus salários do mês de setembro, que já haviam sido pagos em outra folha.

“É impressionante porque tem um servidor que ganhou quase R$ 40 mil. A maioria desses nomes já foi exonerada. Teve gente que ganhou, por mês, durante o ano, mais de que ministro do Supremo Tribunal Federal [STF]. E ganhou líquido. Disso, nós temos provas. São pessoas que ganharam somas vultuosas desde 2010. Mas em 2012 é que foi impressionante”, disse um dos integrantes do MP que preferiu não se identificar.


Ivaldo José Fragoso Ribeiro
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