Script data e hora digitais

Base aliada da presidente Dilma Rousseff em Alagoas deve rachar em 2014


Nos bastidores PP e PMDB já não dialogam mais, mesmo os dois sendo partidos importantes



Erik Maia






Em Alagoas, a base de apoio do Governo Dilma Rousseff (PT) vai rachar. Ao conversar com os membros dos partidos ficou certo que a busca por um projeto nacional poderá ser o contrapeso na eleição local. O deputado federal Renan Filho (PMDB) após anunciar que o seu pai, o senador Renan Calheiros (PMDB), é o candidato peemedebista ao governo do Estado ficou nítido que alguns colegas de batalha do PT vão ficar de fora do palanque dela em Terras Caetés.

Renan Filho deixou o ‘racha’ com a relação de partidos que estão ‘namorando’ apoio a uma candidatura calheirista em 2014. “PT, PDT, PV, PTB e PDC são partidos que o PMDB vem dialogando. É bem provável que eles coliguem conosco na próxima eleição”, afirmou o deputado.

A declaração dele deixou subtendido que há um desacordo na base aliada. Renan Filho não citou o PP, do senador Benedito de Lira, que é pretenso candidato ao governo estadual. Além disso, a dúvida também permeia outros partidos.

PDT

Indicando que o racha pode acontecer em um grau mais profundo, Jurandir Boia, dirigente do PDT, em Alagoas, acredita que o seu partido deverá seguir uma orientação nacional, mas mesmo integrando uma legenda que está na oposição estadual, sendo fiel a linha do ex-governador Ronaldo Lessa, que ainda nutre esperanças de voltar ao Palácio República dos Palmares.

“No PDT Nacional, temos quem concorda e quem discorda de se manter na base aliada, assim como aqui, em Alagoas. O PDT tem nomes que poderão ser lançados ao Executivo, pelo menos uns cinco ou seis, mas não há como dizer. Há uma indefinição generalizada sobre as coligações, isso só deverá ser pensado a partir de janeiro”, afirmou.

Trabalho no PT

Mesmo com o indicativo de racha na base aliada local, o Partido dos Trabalhadores (PT), principal interessado em manter os partidos em torno de Dilma Rousseff, está trabalhando para fortalecer a aliança já existente.

Tanto que Joaquim Brito, presidente do PT, salientou que o projeto maior não é o partido local disputar a eleição majoritária, e sim participar de uma coligação que possa favorecer a candidata Dilma, que deverá sair à reeleição.

“Nós devemos coligar com partidos da base de apoio do Governo Dilma. Queremos indicar nome a majoritária, até porquê, a esses cargos também existem os vices, e os suplentes de senador”, explicou Brito.

No entanto, o cenário local poderá ter interferência nacional na disputa, tendo em vista que o discurso de interesses poderá ser recíproco em relação à disputa estadual. Assim, partidos como o PP poderá ser considerado o fiel da balança, e poderão definir, de fato, quem serão os candidatos que permanecerão na disputa.

Vale lembrar que a única candidatura dada como certa, até este momento, é a do senador Benedito de Lira (PP), que tem se alinhado junto ao governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB). A reportagem tentou ouvir o senador Benedito de Lira, mas a sua assessoria informou que ele estava em trânsito para Brasília.



Tribuna Hoje


Ivaldo José Fragoso Ribeiro
Diretor Administrativo e Comercial
ivaldofragosomalandrinho@gmail.com

Antônio Guimarães
Jornalista Responsável

CNPJ: 03.135.085/0001-03
CCM - 900763591
(82) 99617.4108 / 99304.3673