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Debate: Doria é principal alvo de adversários; segurança tem destaque

rincipal alvo de adversários, João Doria (PSDB) adotou tom linha dura na segurança pública no primeiro debate entre candidatos a governador de SP, na Bandeirantes, nesta quinta-feira (16).

"Resumo com uma frase: polícia na rua e bandidos na cadeia", disse o tucano. Ele planeja levar a Rota, grupo de elite da Polícia Militar, para o interior. 

Já nos primeiros minutos, Marcelo Cândido (PDT), Márcio França (PSB) e Luiz Marinho (PT) exploraram pontos fracos de Doria, da farinata na merenda escolar, à renúncia da Prefeitura de São Paulo e o rótulo de marqueteiro.

"Você disse 43 vezes que não renunciaria", disse o governador França a Doria, em referência a reportagem da Folha de S. Paulo. "Eu não mudei de ideia, faço política porque gosto, não traio meus amigos e, acima de tudo, não traio o povo", afirmou o governador.

Doria pediu direito de resposta, mas lhe foi negado.

Usando linguajar escolar, a professora Lisete Arelaro (PSOL) disse que o tucano "assumiu um compromisso e não cumpriu. Ele está em fase de recuperação".

Presidente licenciado da Fiesp (federação de indústrias do estado), Paulo Skaf (MDB), que disputa com Doria o eleitorado de direita, criticou a gestão na segurança do governo paulista, há 24 anos comandado pelo PSDB.

"A Polícia Civil está completamente abandonada. Tivemos há poucos dias um assalto a uma delegacia em São Bernardo. Imagine como a população pode sentir segurança", atacou Skaf.

Ex-prefeito de São Bernardo, na Grande São Paulo, Marinho, do PT, questionou o discurso do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato a presidente, que menciona com frequência que São Paulo tem os melhores índices de segurança do país como a taxa de homicídios.

"Qual é a mãe que vai deitar em casa tranquila de que o filho vai chegar em segurança? Apesar de falar da queda de homicídio, a insegurança é total", afirmou o petista.

Marinho se esforçou para associar Skaf e Doria ao presidente Michel Temer (MDB), cuja impopularidade é recorde e o tornou tóxico na eleição deste ano.

"Seu presidente Michel Temer, que você tanto defende, que é do seu partido e para quem você fez todo o trabalho para botar ele no poder, votou pelo congelamento de 20 anos das contas públicas", disse o petista para Skaf.

Márcio França seguiu na associação, lembrando que Skaf deixou o seu partido, PSB, e hoje disputa pelo MDB de Temer e do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, condenado a mais de cem anos de cadeia.

"Pela relação que você tem, você diria que o presidente Temer é um homem honrado? Diga para nós, ele merece a sua confiança?", questionou o governador.

"Essa história de padrinho já não deu certo no Brasil. Eu não tenho padrinho", reagiu o emedebista.

Marinho também tentou ligar Doria a Temer. "Como já é tradição do PSDB, você largou o povo de São Paulo como fez José Serra. Como você explica sua péssima avaliação em tão pouco tempo? Se deve ao apoio que você deu a Temer?"

O tucano contra-atacou afirmando que Temer é MDB e pelo PSDB é Alckmin, presidenciável que ele citou diversas vezes ao longo do debate.

Doria e Marinho então exploraram a polarização entre PT e PSDB. O petista citou nomes ligados ao tucanato que são investigados ou estão presos.

"Engraçado, candidato João Doria, por falar em corrupção, é importante lembrar onde Denise Abreu, Paulo Preto, Laurence Lourenço Casagrande e não sei se a Bia Doria foi prestar esclarecimentos ao Ministério público", provocou Marinho. "Não sei se é sua irmã, sua esposa, não conheço."

Bia é casada com Doria e prestou depoimento sobre a iluminação do santuário do padre Marcelo Rossi.

Doria retrucou. "Candidato do PT, gostaria que me dissesse onde anda Lula, preso em Curitiba, onde anda José Dirceu, com tornozeleira eletrônica", disse. O Supremo liberou Dirceu de usar tornozeleira. "De ética seu partido e o senhor não podem nos ensinar nada."

 

Com informações da Folhapress.


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Antônio Guimarães
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