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Principal fator de risco do Mal de Parkinson é avanço da idade

Quanto mais a pessoa vive, maior a chance de desenvolver o Mal de Parkinson, de acordo com o neurologista André Felício, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que aproximadamente 1% da população mundial com idade superior a 65 anos tem a doença.

Só no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 200 mil pessoas sofrem com o problema.

Pode ter causa hereditária, mas representa a minoria dos pacientes, cerca de 15%. O principal fator de risco é a idade.

O que é o Mal de Parkinson

O Mal de Parkinson é uma doença neurológia que surge por causa da degeneração das células de uma região do cérebro que produz a dopamina. Essa substância é responsável por levar as correntes nervosas, chamadas de neurotransmissores, ao corpo. Sem receber a dopamina, o organismo para de funcionar como deveria e os movimentos são diretamente afetados.

O mal de Parkinson é crônico e progressivo, ou seja, com o passar do tempo aumentam os tremores, a lentidão de movimentos, a rigidez muscular e o desequilíbrio. A doença ainda causa alterações na fala e na escrita.

Diagnóstico e primeiros sintomas

Não existe um teste ou exame específico para diagnosticar o mal de Parkinson. O diagnóstico deve ser feito com base na história clínica e nos exames neurológicos do paciente.

De acordo com o neurologista, existem sintomas que podem indicar o surgimento da doença.

"De uma maneira geral, se pensa que a doença surge quando a pessoa começa a tremer, mas, na verdade, ela surge entre 10 e 20 anos antes com a diminuição do olfato, constipação intestinal, alteração do comportamento durante o sono, que começa a ficar mais agitado, e indícios de depressão", explica o médico.

Cada sintoma, por si só, não indica o início do mal, mas quando todos aparecem em pessoas com mais de 60 anos, é preciso procurar um médico.

Tratamento

Não existe cura para o Mal de Parkinson, mas é possível combater os sintomas e evitar que mais células cerebrais morram, desta forma é possível diminuir a progressão da doença.

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"O mal de Parkinson é a segunda doença degenerativa mais comum e a única que se consegue um bom controle dos sintomas, principalmente na primeira década" explica André Felício.

Além do uso de medicamentos, o paciente também deve ser acompanhado por outros profissionais como fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo.

Nos últimos meses, muito tem se discutido sobre os benefícios de remédios à base de cannabis sativa, a maconha medicinal, mas o neurologista faz um alerta.

Leia mais: Novos tratamentos enchem de esperança pacientes com Parkinson

"Muita coisa nessa discussão não faz sentido ainda. O canabidiol, um princípio ativo da cannabis, pode ser usado para tratar problemas do sono, mas não se pode dizer que diminui o tremor. Isso não faz parte de nenhuma recomendação de consenso entre pesquisadores da Europa ou dos Estados Unidos. Realmente existem muitos estudos nesse sentido, mas ainda não se chegou a uma conclusão", diz Felício.

De acordo com o neurologista, o mal de Parkinson não causa a morte dos pacientes, mas alguns elementos da doença podem diminuir a sobrevida. "Pacientes que estão mais sujeitos ao risco de queda, por exemplo, e podem ficar acamados ou ter alguma complicação por causa disso".

Prevenção

Ter uma vida saudável, se alimentar bem e praticar atividade física pode ajudar, mas ainda não se encontrou uma forma realmente eficiente de evitar o Mal de Parkinson. De acordo com André Felício, existem vários estudos que tentam identificar a doença precocemente, antes dos primeiros sintomas motores, para desenvolver remédios neuroprotetores. "É o futuro da doença".

O ator Cecil Thirré, 74, comoveu o Brasil em sua última aparição pública, na cerimônia de cremação da mãe, a atriz Tônia Carreiro, na última segunda-feira (5), no Rio de Janeiro.

Portadora de uma doença rara chamada hidrocefalia oculta, a atriz morreu vítima de uma parada cardíaca durante uma cirurgia para tratar uma úlcera no osso sacro, que fica na base da coluna vertebral. 

O ator chegou à cerimônia em uma cadeira de rodas, sem conseguir andar e com dificuldades na fala.

De acordo com familiares, ele sofre do Mal de Parkinson e teve o quadro agravado com o choque emocional provocado pela morte da mãe.

Cecil Thirré estreou na televisão em 1967, quando interpretou Roger na novela "Angústia de Amar", da Rede Tupi. Sua novela mais recente foi "Máscaras", que foi ao ar em 2012 na RecordTV. Thirré interpretou o juiz Eduardo Sotero.

 

R7.COM


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