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Mais da metade dos jovens têm alimentação inadequada no país

Cerca de 55% dos adolescentes se alimentam mal. Isso significa que estão comendo produtos industrializados, como macarrão instantâneo, salgadinhos e bolachas recheadas acima do estipulado para uma dieta saudável.

Os dados, do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), foram divulgados nesta terça-feira (16), Dia Mundial da Alimentação, e utilizam como parâmetro adolescentes acompanhados pelos serviços de atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS).

O levantamento mostra que 42% desses jovens costumam comer hambúrguer e/ou embutidos e 43% biscoitos recheados, doces e guloseimas.

Há também um recorte por região. A pesquisa revela que jovens da região Sul são os que mais consomem macarrão instantâneo, hambúrguer e embutidos, ou seja, 54%. São também os que mais comem salgadinhos, 59%.

A região com o menor percentual nesses dois grupos de alimentos é a Norte, com 33% e 47%, respectivamente.

Já em relação às bolachas recheadas e guloseimas, a região Sul também está na frente (46%), mas empatada com a Nordeste (46%).

O estudo demonstra que meninos se alimentam ligeiramente pior que meninas. Cerca de 58% dos meninos e 54% das meninas consomem produtos industrializados.

Fast food também apresenta maior preferência entre os meninos (41%) do que entre meninas (38%); e bolachas recheadas também, sendo a predileção de 42% das meninas e 41% dos meninos.

O Ministério da Saúde afirma que os maus hábitos à mesa se reflete na saúde e no excesso de peso dos adolescentes. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PENSE), 7,8% dos adolescentes das escolas entre 13 e 17 anos estão obesos, sendo a incidência de 8,3% em meninos e 7,3% em meninas.

De acordo com o Sisvan, 8,2% dos adolescentes (10 a 19 anos) atendidos na atenção básica no ano passado são obesos.

“Dados revelam que adolescentes com obesidade aos 19 anos têm 89% de chance de ser obeso aos 35 anos, por isso é necessário investir na promoção de uma alimentação adequada e saudável, especialmente na infância e na adolescência, tendo em vista a relação de práticas alimentares inadequadas com o aumento da obesidade na população”, afirmou Eduardo Nilson, coordenador-substituto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, por meio de nota.

Se por um lado os adolescentes apresentam mau hábitos alimentares, os adultos brasileiros já estão demonstrando mudança em relação à dieta, de acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2017.

O levantamento mostrou um aumento no consumo regular de frutas e hortaliças de 4,8% (de 2008 a 2017), e queda do uso de refrigerantes e bebidas açucaradas de 52,8% (de 2007 a 2017).

 

R7.COM


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